O ministro da Cultura e do Desporto espanhol tomou posse há menos de uma semana, mas já apresentou a demissão a Pedro Sanchéz. Em causa está uma notícia avançada pelo El Confidencial na terça-feira, que revela que Màxim Huerta utilizou uma empresa de fachada durante dois anos (entre 2006 e 2008) para fugir ao fisco.

Na altura, Huerta era jornalista televisivo e criou uma empresa fictícia para declarar rendimentos através dela — além de ter pago menos impostos do que o que era suposto, apresentou despesas que não estavam relacionadas com a atividade. Por este ato, foi condenado, em 2014, a pagar mais de 365 mil euros às Finanças espanholas. As conta do Fisco revelam que o ministro da Cultura defraudou o Estado espanhol num montante superior a 218 mil euros.

Esta quarta-feira, o ministro entregou a demissão a Pedro Sánchez, apesar de ter dito ao El Pais que este tema estava relacionado com a sua vida enquanto apresentador de televisão e não enquanto ministro. “Aconteceu comigo como com tantos outros jornalistas”, disse, assinalando que “não houve má-fé” e que se trata de uma “caça às bruxas”.

Huerta tomou posse como ministro da Cultura e do Desporto a 7 de Junho. Na altura, foi considera a escolha mais insólita de Pedro Sánchez. O ex-jornalista  tinha escrito no  Twitter que não apreciava muito uma das pastas sobre a qual tem agora responsabilidades, a do Desporto: “Umberto Eco: ‘odeio os desportistas’. Eu, o desporto. Que maneira de sobrevalorizar o físico!”, escreveu em 2010. No Twitter do novo ministro do Desporto é ainda possível encontrar outras referências a essa matéria: Huerta garante que não percebe muito de futebol, mas deixa claro que torce sempre pelo Barcelona.