O intervalo do Super Bowl é “um jogo dentro do jogo”, como lhe chamam os norte-americanos. E é um jogo que envolve muito dinheiro: o site Advertising Age estimou o preço de um segundo de publicidade no intervalo do evento tendo em conta os valores cobrados pelos 30 segundos de exposição na final da NFL. E descobriu que, no ano passado, as marcas que publicaram anúncios naquele halftime devem ter gasto quase 167 mil dólares por segundo, um número 167 vezes maior que o exercido em 1967, quando o evento nasceu.
Valores como este podem valer à FOX 385 milhões de dólares de lucro só à conta das publicidades no intervalo, um número que é maior do que o lucro conseguido com anúncios em todas as décadas de 60, 70 e 80 juntas. Nada de estranhar, fazendo as contas: um anúncio de 30 segundos, o mais típico nos intervalos do Super Bowl, chega a custa 5 milhões de dólares.
Mesmo com tantos milhões envolvidos, o dinheiro não compra tudo. A organização do Super Bowl e as entidades competentes que regulam a comunicação social precisam de garantir que os anúncios que vão para o ar são “amigos das famílias”. Não podem ser demasiado liberais — como ver dois homens a beijarem-se –, não podem ser demasiado políticos — como uma crítica ao muro trumpista entre os Estados Unidos e o México –, nem demasiado sexuais — como o anúncio da PETA banido por mostrar dois casais em pleno ato sexual.
Só que ser banido dos intervalos do Super Bowl pode mesmo bastar para que o nome da marca faça eco. É o fenómeno Internet: se a televisão não absorve, os internautas arquivam-na. Mas não esquecem. E os anúncios que pode ver aqui em baixo são prova disso mesmo: nunca apareceram no Super Bowl, mas tiveram tanto sucesso como se tivessem sido publicados. Reveja-os.
84 Lumber: “The Journey Begin”
Man Crunch: “The Big Game”
EA Games: “Dante’s Inferno”
Bud Light: “Clothing Drive”
Snickers: “Manly”
https://www.youtube.com/watch?v=h8XbTsbkwII
Snickers: “Car Wash”
Go Daddy: “Lola”
https://www.youtube.com/watch?v=05yRm3-jr64