Rio varreu o Norte, mas Sul ficou quase todo para Santana
De acordo com os dados fornecidos à agência Lusa, a abstenção a nível nacional rondou os 40% do universo eleitoral.
Não foi só o PSD que se dividiu entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes. O país também ficou quase perfeitamente dividido em dois: um Norte dominado em absoluto por Rio e um Sul quase rendido a Santana. As ilhas, essas, foram uma para cada candidato e os círculos da Europa e Fora da Europa acabaram tomados pelo derrotado.
Das 23 estruturas do PSD espalhadas pelo mundo, 12 preferiam Rio e 11 Santana. O equilíbrio só não foi maior porque o antigo autarca do Porto venceu em cinco das seis maiores secções em termos de votantes enquanto o seu opositor ficou-se por uma, na Área Metropolitana de Lisboa, a segunda maior distrital, que venceu com 57% dos votos.
Mas esse nem sequer foi o melhor resultado percentual conseguido por Santana. Nos círculos da Europa e de Fora da Europa, o candidato chegou aos 75 e aos 72%, respectivamente. Já Rio obteve as melhores percentagens em Vila Real e Viseu, entre os 66 e 64,5 por cento.
No Norte do país, onde há mais votos, a hegemonia foi total. O actual líder ganhou em Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Viseu, Aveiro, Guarda e Porto. Na verdade, do Tejo para cima, Santana só conseguiu conquistar Coimbra, Lisboa e Castelo Branco. Abaixo do Tejo, onde os militantes do PSD já escasseiam mais um pouco, Rio conquistou Faro e Santarém (curiosamente um bastião outrora nas mãos de Miguel Relvas, que apoiou Santana e foi líder da distrital). Os restantes distritos ficaram nas mãos de Santana: Portalegre, Évora, Beja, Setúbal.
De acordo com os dados fornecidos à agência Lusa, a abstenção a nível nacional rondou os 40% do universo eleitoral. Recorde-se que Rui Rio foi eleito presidente do PSD com 54,37% dos votos, com uma diferença de cerca de 10 pontos percentuais para Pedro Santana Lopes.
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