A decisão do Comité de Ética União Europeia revela que a contratação de Durão Barroso para o banco de investimento norte-americano Goldman Sachs não constitui uma violação das regras de integridade europeias. A polémica contratação do ex-presidente da Comissão Europeia fez com que a instituição lhe retirasse “privilégios de passadeira vermelha.

Em setembro, o atual presidente Jean-Claude Juncker explicou que o seu antecessor passaria a ser recebido na Comissão não como antigo presidente, mas como “representante de um interesse” e que, por isso, seria sujeito às mesmas regras de outros representantes.

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Leia aqui o parecer do Comité de Ética da União Europeia

No parecer divulgado pelo Comité de Ética europeu, lê-se que o ex-presidente da Comissão Europeia “não demonstrou a sensatez que se poderia esperar de alguém que ocupou o cargo de presidente durante tantos anos”, mas que também “não há provas suficientes para determinar que houve violação do seu dever de integridade e descrição imposto pelo Tratado”.

A contratação de Durão Barroso tem estado envolvida em polémica desde o início, porque o banco de investimento norte-americano está envolvido em vários casos igualmente polémicos, como aquele que está está relacionado com a forma como a instituição ajudou a “ocultar” uma parcela significativa da dívida pública grega (cerca de 2%).

O problema é que os responsáveis da instituição europeia têm de cumprir com o “período de nojo” de 18 meses imposto pelo Código de Conduta, e que os impede de assumirem novas funções. Mas quando Durão Barroso aceitou o convite do Goldman Sachs tinham passado 20 meses.