Até dia 19 de abril o deserto californiano recebe o Coachella Music and Arts Festival, um nome que dificilmente passa despercebido a quem gosta de música, desfiles improvisados de moda e o pontual avistamento de celebridades. O Coachella é isto e muito mais, mas nem sempre gozou de uma popularidade que, hoje em dia, o faz ter lugar cativo na imprensa internacional.

Recuemos a 1999, o ano inaugural do festival que recebeu cerca de 25 mil fãs, um número muito distante das 579 mil pessoas que terão marcado presença nos seis dias da edição de 2014. Na data original subiram ao palco nomes como Morrissey e Rage Against The Machine, entre outros, mas a iniciativa não foi bem sucedida o suficiente para criar lucro, o que levou à sua interrupção em 2000. Um ano depois, a organização voltava à carga e o esforço começou a dar frutos em edições seguintes.

Entre as muitas coisas pelas quais o Coachella é famoso, destaca-se a nota preta que é precisa para o frequentar. Os bilhetes são caros — a partir de 375 dólares (354 euros) –, não fosse este o festival de verão mais caro de todos, segundo o Daily Mail, com um custo diário a rondar os 187 dólares (176 euros), contando com despesas como alimentação e deslocação.

Temperaturas muito altas durante o dia e muito baixas durante a noite fazem parte da agenda, mas isso não impede que o festival sirva de placo para mostrar o melhor do street style e de ser um catalisador eficaz de tendências. Diz a Vogue que este é o local ideal para perceber o que vai dominar os recintos dos próximos eventos musicais do verão. É um hábito regular e, até agora, indiscutível. E a bíblia da moda até já apontou e sublinhou o estilo a ser adotado em 2015: passa por botas rasas até ao tornozelo, vestidos florais e calções de ganga mais longos do que o que é costume.