(alguns vídeos são de conteúdo sensível)
20h14 — Stade de France
Vários vídeos mostram que os sons de explosões são ouvidos no interior do Stade de France, St. Denis, onde a França e a Alemanha jogavam um encontro particular de preparação para o próximo Europeu, que se joga precisamente em França. Como anfitriões, os franceses estão automaticamente qualificados.
Os espectadores não se aperceberam de imediato do que se passavam, pensando serem petardos. Mas o presidente francês, François Hollande, foi evacuado discretamente do estádio pelas autoridades. Para evitar uma situação de pânico, foi decidido não interromper a partida.
Terão existido pelo menos duas a três explosões de terroristas que usavam cintos de explosivos com parafusos, para maximizar danos. Fizeram pelo menos uma vítima civil, o emigrante português de 63 anos que fazia serviços de transportes.
https://www.youtube.com/watch?v=qFwDEwVoTdA
20h40 — Stade de France (os cânticos)
Quando a partida acabou, já com helicópteros no ar e centenas de polícias nas ruas de Paris, os espetadores preferiram, a maior parte deles já informados do que se passavam pelas redes sociais ou por sms de amigos e familiares que procuravam saber se estavam bem, ficar no estádio por algum tempo. Ocuparam primeiro o relvado e depois saíram quando já estavam as condições mínimas de segurança entoando o hino francês, a Marselhesa.
https://www.youtube.com/watch?v=RSVGXzW2KX0
https://www.youtube.com/watch?v=4iQ2cHuZ0xE
20h30/20h45 — Ataques a restaurantes (o terror)
Terroristas num Seat preto disparam numa zona de restaurantes, entre eles o cambojano Le Petit Cambodge e o Le Carrilon. Terão morrido 15 pessoas e dezenas ficado feridas.
Os mesmos terroristas, ou outros (ainda não se sabe), inicia depois mais tiroteio numa outra zona de restaurantes, entre a rue de la Fontaine au Roi e Gaubourg du Temple. Foram feitos vários mortos e feridos e ouviram-se mais de 100 tiros.
Na rue de Charonne, no restaurante Belle Équipe, um outro grupo terroristas, também num carro preto, disparou sobre as pessoas que se encontravam na esplanada, provocando pelo menos 19 mortos e muitos outros feridos.
https://www.youtube.com/watch?v=jFZdAm1efi8
20h40 — Bataclan (os primeiros tiros)
1500 pessoas assistiam na sala emblemática de Paris a um concerto dos californianos Eagles of Death Metal. Iam na quinta canção, Kiss of Devil, quando se ouvem os primeiros tiros dos três terroristas vindos dos camarins. A maior parte das mais de 80 vítimas foram mortas em frente ao palco. Entre elas uma portuguesa, uma luso descendente de 35 anos.
https://www.youtube.com/watch?v=CTEzQpZgIMg
20h45 — Bataclan (um vídeo arrepiante)
É talvez o vídeo mais arrepiante dos atentados. Um jornalista do Le Monde que vive nas traseiras da sala de espetáculos Bataclan começou a filmar da sua janela o que se passava. Ouvem-se tiros e gritos. Vêem-se pessoas a tentar escapar pelas janelas do teatro, outros feridos e há quem arraste amigos.
O jornalista desceu para ajudar e acabou entre os mais de 300 feridos dos atentados.
https://www.youtube.com/watch?v=S_QscHgsi_c
23h20 — Bataclan (o assalto)
Três horas depois do ataque ao Bataclan, em que muitos espetadores foram feitos reféns, a polícia tomou de assalto o local. Dois terroristas fizeram-se explodir. Um terceiro foi abatido.
https://www.youtube.com/watch?v=0MF3HMRZOGs
23h30 — Batclan (o socorro)
As primeiras vítimas são retiradas da sala de espetáculos. Só se ouvem ambulâncias nas ruas de Paris. Estado de choque na capital francesa. Tinha mesmo acontecido. Outra vez.
23h40 — Eliseu (a comunicação presidencial)
Comunicação ao país, e ao Mundo, de François Hollande. O presidente francês confirma tratarem-se de ataques terroristas, declara o estado de emergência, anuncia o controlo de fronteiras e garante que a França está em guerra contra os jihadistas.
O presidente visitaria logo de seguida a zona do Bataclan, o local com mais vítimas.
00h00 — Sexta-feira 13 termina (o pesar do mundo)
Muitos líderes mundiais juntam-se em solidariedade ao pesar e à dor de França. As capas dos jornais, os cartoons e as declarações condenam o terrorismo.